A tecnologia não nasce neutra. Reflete prioridades humanas. Decide que problemas merecem atenção e que soluções parecem evidentes.
Todos os anos, no Dia Internacional da Mulher, discutimos igualdade no trabalho como se estivéssemos a olhar para o passado. Falamos de salários, promoções ou representatividade em cargos de liderança. Mas talvez a pergunta mais urgente esteja noutro lugar: quem está a decidir o futuro antes mesmo de ele existir?
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma inovação tecnológica. Está a redefinir competências, oportunidades e até critérios de seleção profissional, aprendendo com os dados que lhe damos e começando, lentamente, a influenciar decisões que antes pertenciam, exclusivamente, às pessoas.
E, no entanto, continua a ser construída por equipas pouco diversas.
Na União Europeia, as mulheres representam apenas cerca de 20% do talento de tecnologias de informação e comunicação, segundo dados do Se já o fizeste e este aviso apareceu novamente, é porque o nosso site faz uma nova validação de registos passado algum tempo. Basta colocares o e-mail outra vez.Regista-te gratuitamente para continuares a ler