O recrutamento sempre foi, por natureza, um espaço de mediação humana. Um processo relacional, feito de leitura de contexto, diálogo, interpretação e aposta mútua. Hoje, esse espaço está a ser rapidamente reconfigurado.
O recrutamento sempre foi, por natureza, um espaço de mediação humana. Um processo relacional, feito de leitura de contexto, diálogo, interpretação e aposta mútua. Hoje, esse espaço está a ser rapidamente reconfigurado. Não apenas digitalizado, mas progressivamente ocupado por sistemas de inteligência artificial. O que está em causa já não é a eficiência do processo, mas a emergência de um novo paradigma: algorithmic hiring e, em cenários mais avançados, machine-to-machine recruitment.
Neste novo modelo, os candidatos recorrem a IA para escrever e optimizar currículos e as empresas utilizam IA para os analisar, classificar e decidir. Em muitos casos, não existe qualquer intervenção humana direta. Os algoritmos comunicam entre si. As pessoas tornam-se dados num processo de contratação silencioso, opaco e difícil de questionar.
Os números ajudam a perceber a escala do fenómeno — mas só fazem...
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