Voltar | Opinião

Quando os Algoritmos Contratam Algoritmos

por Mao Barros (Cofundador e CCO na Deeploy)

9 de Fevereiro, 2026

O recrutamento sempre foi, por natureza, um espaço de mediação humana. Um processo relacional, feito de leitura de contexto, diálogo, interpretação e aposta mútua. Hoje, esse espaço está a ser rapidamente reconfigurado.

O recrutamento sempre foi, por natureza, um espaço de mediação humana. Um processo relacional, feito de leitura de contexto, diálogo, interpretação e aposta mútua. Hoje, esse espaço está a ser rapidamente reconfigurado. Não apenas digitalizado, mas progressivamente ocupado por sistemas de inteligência artificial. O que está em causa já não é a eficiência do processo, mas a emergência de um novo paradigma: algorithmic hiring e, em cenários mais avançados, machine-to-machine recruitment.

Neste novo modelo, os candidatos recorrem a IA para escrever e optimizar currículos e as empresas utilizam IA para os analisar, classificar e decidir. Em muitos casos, não existe qualquer intervenção humana direta. Os algoritmos comunicam entre si. As pessoas tornam-se dados num processo de contratação silencioso, opaco e difícil de questionar.

Os números ajudam a perceber a escala do fenómeno — mas só fazem...

Regista-te gratuitamente para continuares a ler

Se já o fizeste e este aviso apareceu novamente, é porque o nosso site faz uma nova validação de registos passado algum tempo. Basta colocares o e-mail outra vez.