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Da Wikipédia ao ChatGPT (e à Grokipédia): quem decide hoje o que sabemos?

por Marta Amaral | 14 de Janeiro, 2026

Vinte e cinco anos depois do nascimento da Wikipédia, a ascensão da inteligência artificial (IA) generativa e das novas enciclopédias “inteligentes” está a mudar quem controla o conhecimento na internet (e em quem confiamos).

Antes da internet caber no bolso, o conhecimento pesava. Literalmente. Enciclopédias em vários volumes ocupavam prateleiras inteiras, eram caras, desactualizavam-se rapidamente e não iam de férias connosco. Procurar uma definição ou significado podia levar horas e exigia paciência, letra a letra, índice atrás de índice.

Foi contra esse modelo que, a 15 de janeiro de 2001, a primeira edição encontrada na página inicial da Wikipédia anunciava: “This is the new WikiPedia!”. Quando nasceu, prometia exatamente o oposto, ou seja, acesso imediato, gratuito e universal ao conhecimento humano. 

Pelo caminho, assistimos a avós indignados com o copy paste, professores desconfiados da “fonte pouco fiável” e adolescentes a descobrirem que afinal estudar podia começar com uma pesquisa...

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