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Como se faz um robô humanóide?

por Gabriel Lagoa | 9 de Fevereiro, 2026

Criar uma máquina à nossa imagem sempre foi uma espécie de ambição romântica da humanidade. Mas transformar essa visão em realidade exige décadas de investigação, milhares de sensores e uma compreensão profunda de como funciona o cérebro humano.

Quando a empresa norte-americana 1X Technologies lançou o NEO Robot no ano passado, um robô humanoide doméstico à venda por 20 mil euros (cerca de 16,8 mil euros), estava a concretizar um sonho que remonta à ficção científica de Isaac Asimov (autor de Foundation). Mas por trás dessa máquina de 1,64 metros que promete descarregar a loiça ou regar plantas está um percurso de investigação que começou muito antes, em laboratórios portugueses como o Instituto de Sistemas e Robótica de Lisboa (ISR). 

“O robô humanoide, na sua conceção original, vem de há muito tempo”, explica José Santos-Victor, professor catedrático do Instituto Superior Técnico e coordenador do Laboratório Associado de Robótica e Sistemas de Engenharia (LARSyS), de que faz parte o ISR. “É um pouco aquela visão romântica do ser humano construir uma máquina igual a si próprio.”

Mas a razão prática é outra: se queremos um robô flexível,...

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