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MakaNetu: a app portuguesa que quer ser o “Waze” da segurança urbana

por Gabriel Lagoa | 3 de Março, 2026

Aplicação desenvolvida em Portugal permite reportar riscos no mapa, receber alertas em tempo real e acionar um botão SOS para contactos de confiança.

“Muitas pessoas tomam decisões de mobilidade sem acesso à informação necessária para evitar situações de risco”. O alerta é lançado pela startup portuguesa MakaNetu, que defende que as atuais ferramentas de segurança urbana são maioritariamente reativas. A empresa desenvolveu uma aplicação móvel centrada na partilha comunitária de alertas em tempo real.

A premissa? Se a informação circular mais depressa, é possível evitar situações de risco. A aplicação permite aos utilizadores reportar incidentes diretamente num mapa digital, consultar ocorrências recentes na sua zona e receber notificações quase imediatas sempre que há um alerta próximo.

O funcionamento assenta em três pilares. Primeiro, alertas em tempo real, gerados a partir de relatos feitos pela comunidade. Depois, um mapa colaborativo que agrega e organiza esses registos, oferecendo uma visão atualizada do que está a acontecer em determinada área. Por fim, um botão SOS que envia a localização exata e o tipo de emergência para contactos previamente definidos, mesmo que estes não tenham a aplicação instalada

A empresa argumenta que, ao contrário de grupos informais em aplicações de mensagens, a MakaNetu estrutura e valida a informação para reduzir ruído e aumentar a utilidade prática dos dados partilhados. A proposta passa por transformar relatos dispersos em informação acionável.

Segundo dados divulgados pela própria empresa, a aplicação ultrapassou os 23 mil utilizadores em Portugal e Angola, sem investimento em marketing pago. A startup refere ainda ativações reais do botão SOS e um volume crescente de relatórios submetidos pela comunidade, indicadores que apontam para utilização efetiva da plataforma. 

O projeto posiciona-se no cruzamento entre tecnologia móvel e participação cívica. A lógica é descentralizada, ou seja, são os próprios utilizadores que alimentam o sistema, validam ocorrências e consultam o estado de risco urbano. A questão que fica é até que ponto os modelos colaborativos conseguem ganhar escala e manter a fiabilidade.

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