A OpenAI provou quanto vale (e o número fica para a história)
por Marta Amaral | 1 de Abril, 2026
A OpenAI levantou 122 mil milhões de dólares, a maior ronda de financiamento de sempre da empresa. A dona do ChatGPT passou a valer 852 mil milhões de dólares.
A maior parte do financiamento foi assegurada por três gigantes tecnológicas: a Amazon comprometeu-se com cerca de 50 mil milhões de dólares, enquanto a Nvidia e a SoftBank investiram aproximadamente 30 mil milhões cada.
Parte significativa do investimento da Amazon (cerca de 35 mil milhões) está dependente de condições futuras, incluindo uma eventual entrada em bolsa ou o alcance de marcos tecnológicos como a chamada inteligência artificial geral (AGI).
Com o novo financiamento, a empresa refere que quer reforçar a posição da OpenAI como infraestrutura central da inteligência artificial, com um foco claro na expansão da capacidade computacional, considerada pela empresa como a sua principal vantagem estratégica. Este investimento permitirá acelerar o desenvolvimento de modelos mais avançados, melhorar os produtos existentes (como o ChatGPT, APIs e ferramentas como o Codex) e reduzir estruturalmente os custos de operação à escala global.
Paralelamente, o capital será aplicado na diversificação e expansão da infraestrutura tecnológica, incluindo parcerias com múltiplos fornecedores de cloud, chips e data centers, de forma a responder à crescente procura global por sistemas de IA.
A empresa pretende investir em novas gerações de hardware e otimizações algorítmicas, ao mesmo tempo que reforça colaborações com parceiros estratégicos como NVIDIA, Microsoft, AWS ou Oracle. Este esforço visa aumentar a capacidade, fiabilidade e flexibilidade da plataforma, suportando tanto a investigação como a implementação comercial à escala, e criando condições para desenvolver produtos mais integrados, incluindo a ambição de criar uma “AI superapp” que unifique diferentes ferramentas e experiências.
Os responsáveis da empresa comparam este momento ao da chegada da electricidade ou da internet: “uma mudança que vai transformar a forma como vivemos e trabalhamos nos próximos anos”.
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