Drones. A decisão de atacar ainda é humana, mas até quando?
por Gabriel Lagoa | 17 de Novembro, 2025
A tecnologia de IA que torna os drones autónomos existe, mas a fiabilidade não é total. António Pereira, do Politécnico de Leiria, explica por que razão o humano ainda tem de estar no comando.
O setor dos drones está em ebulição. Em 2024, o mercado de defesa, segurança e resiliência atraiu um recorde de 5,2 mil milhões de dólares em investimento de capital de risco, impulsionado pelas tensões geopolíticas que marcam os últimos anos. A guerra na Ucrânia transformou-se num laboratório a céu aberto para esta tecnologia, e as empresas que fabricam drones estão a colher os frutos.
A portuguesa Tekever é o exemplo mais recente. Em maio de 2025, a empresa atingiu uma valorização superior a 1,2 mil milhões de euros, tornando-se o sétimo unicórnio português. Os drones da Tekever já foram usados na Ucrânia e garantiram contratos com a Royal Air Force britânica. A empresa prepara-se para investir 400 milhões de libras (cerca de 454 milhões de euros) no Reino Unido nos próximos cinco anos, criando mil postos de trabalho.
Mas a Tekever não está sozinha nesta corrida. No mesmo dia em que anunciou o seu...
Regista-te gratuitamente para continuares a ler
Se já o fizeste e este aviso apareceu novamente, é porque o nosso site faz uma nova validação de registos passado algum tempo. Basta colocares o e-mail outra vez.