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Como um anúncio pôs as Havaianas no centro da “guerra cultural” brasileira

por Marta Amaral | 5 de Janeiro, 2026

Durante décadas, as Havaianas foram um raro ponto de consenso no Brasil, um produto usado por todos, sem distinções sociais ou políticas. Mas bastou uma campanha publicitária para quebrar essa unanimidade e transformar o “chinelo” mais famoso do país num símbolo de polarização.

Criadas no Brasil nos anos 60, as Havaianas nasceram como um produto simples e acessível, inspirado nas sandálias tradicionais japonesas zori, feitas de palha de arroz. Nasceram em 1962, com a missão de serem práticas, duradouras e acessíveis. Durante décadas, foram talvez o calçado mais democrático do Brasil, usado indistintamente por trabalhadores, artistas e socialites, tanto na praia como no quotidiano urbano.

A grande viragem aconteceu nos anos 90, quando a marca deixou de ser apenas funcional e passou a investir em moda, comunicação e distribuição estratégica. As campanhas com figuras mediáticas como Daniella Cicarelli e Fernanda Lima deram um novo estatuto ao produto, enquanto novos modelos, cores e formatos alargaram o público-alvo.

A partir dos anos 2000, as Havaianas ultrapassaram definitivamente o rótulo de beachwear, e...

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