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Como é que vai estar o mundo daqui a 4 anos?

por Miguel Magalhães (Texto) | 4 de Março, 2026

É esse o mote do 4YFN, o evento de startups integrado na Mobile World Congress em Barcelona, uma das maiores conferências do setor tecnológico a nível mundial.

As grandes conferências tecnológicas são sempre uma lupa para o futuro. Tendências que estão a começar a emergir já são certezas e produtos que só chegam a nossa casa dentro de meses (e às vezes anos) acabam na lista de compras mais urgentes.

Contudo, na edição de 2026 da Mobile World Congress (MWC) e do 4YFN (4 Years From Now, uma espécie de sub-evento mais focado nas startups) viveu-se um ambiente um pouco mais peculiar devido aos tempos mais recentes. Agentes de inteligência artificial que estão a automatizar uma série de tarefas de base das empresas modernas. Robôs parecem ser cada vez mais capazes de substituir trabalhos mais manuais. E ainda por governos que parecem muito ansiosos por acabar com as regras de segurança destas novas tecnologias em nome da paz mundial.

Por esse motivo, no meio de todas as inovações que continuam a impressionar, existe um sentimento geral de haver algo que nos está a escapar ou de simples ânsia sobre o que o futuro nos reserva. Lado positivo? Um evento como o MWC dá a oportunidade de perceber in loco algumas das rápidas transformações que estão a acontecer.

  • 6G: numa fase em que ainda se está a completar a era 5G, as principais operadoras do mundo inteiro (T-Mobile, Orange, Vodafone, China Mobile) já estão a pensar na próxima geração de comunicações e no que isso implica.
  • Como vai ser feito? Juntando todas as organizações que desempenham um papel na ligação entre pessoas: empresas como a Xiaomi e Samsung nos smartphones; Qualcomm, NVIDIA e Huawei na infraestrutura com os seus chips e servidores e tudo o que está no meio.
  • 1,2 biliões (trillion) de dólares: de acordo com a GSMA, uma das promotoras do evento, é o investimento feito pela indústria de telecomunicações até 2030.
  • Centro das atenções: robôs, robôs, robõs. Existe uma diferença clara entre ver reels e tiktoks alarmistas e ver as máquinas a atuar à nossa frente.

O The Next Big Idea esteve em ambos os eventos a acompanhar a delegação portuguesa de 30 empresas liderada pela Startup Portugal, no âmbito da sua iniciativa Business Abroad.

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