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A Clínica Mulher estreia-se em Lisboa com mamografia 3D e inteligência artificial

por Marta Amaral | 27 de Janeiro, 2026

O novo centro em Lisboa aposta em mamografia 3D com IA clinicamente validada para acelerar diagnósticos, aumentar a precisão e permitir biópsias no próprio momento.

Em parceria com a Siemens Healthineers, a clínica passa a disponibilizar um sistema integrado de mamografia que combina tecnologia de imagem avançada, algoritmos de IA clinicamente validados e uma estação de diagnóstico, permitindo decisões médicas mais rápidas e informadas.

Em causa está um workflow clínico que integra mamografia 3D com tomossíntese, atualmente considerado o padrão tecnológico mais avançado no rastreio do cancro da mama, com ferramentas de inteligência artificial que apoiam o radiologista na análise das imagens e na priorização dos casos mais críticos.

“Esta inovação representa um salto qualitativo na saúde mamária, com impacto direto na mulher, que passa a ter um diagnóstico mais rápido e menos tempo de espera em momentos críticos, reduzindo significativamente o stress associado ao processo”, afirma Céu Barros, fundadora e CEO da Clínica Mulher.

Mamografia 3D, IA e diagnóstico integrado

A base tecnológica do sistema é a mamografia 3D com tomossíntese, que permite obter imagens em múltiplos planos do tecido mamário, reduzindo a sobreposição de tecidos (uma das principais limitações da mamografia convencional) e melhorando a capacidade de deteção de lesões, com uma dose de radiação equivalente e maior conforto para a mulher.

A esta tecnologia junta-se uma plataforma de inteligência artificial amplamente referenciada na literatura científica, que analisa automaticamente as imagens, assinala áreas suspeitas e atribui níveis de risco. O objetivo não é substituir o radiologista, mas funcionar como uma camada adicional de validação clínica, reduzindo a probabilidade de erro e aumentando a consistência da leitura.

O sistema inclui ainda um orquestrador clínico que integra os resultados da IA num relatório preliminar estruturado, permitindo a priorização dos exames com base nos achados diagnósticos. Estes dados são automaticamente incorporados numa estação de diagnóstico avançada, possibilitando que o radiologista inicie, por exemplo, uma ecografia mamária já com informação previamente processada.

Impacto nos tempos de leitura e na deteção precoce

De acordo com estudos do fabricante, a utilização de inteligência artificial em contexto de rastreio pode aumentar em até 30% a capacidade de deteção precoce do cancro da mama e reduzir em cerca de 40% o tempo de leitura médica. Na prática, isto traduz-se em diagnósticos mais rápidos, decisões clínicas mais seguras e numa experiência menos stressante para as mulheres.

O cancro da mama continua a ser uma das principais causas de mortalidade oncológica feminina a nível global. A deteção precoce é um dos fatores mais determinantes para o sucesso do tratamento: dados da American Cancer Society indicam que, quando identificado numa fase inicial, o cancro da mama apresenta uma taxa de sobrevivência relativa aos cinco anos de 99%.

Para além da mama, o projeto da Clínica Mulher inclui investimento em áreas como endometriose, cancro ginecológico e osteoporose, combinando especialização clínica com ferramentas tecnológicas de apoio ao diagnóstico e acompanhamento.

“A mulher ganha em confiança, segurança e tempo, sabendo que tem acesso aos melhores profissionais e às tecnologias muito avançadas disponíveis no mercado. Acreditamos profundamente no valor da prevenção e num diagnóstico precoce que pode salvar vidas, por isso quisemos nascer já com esta aposta”, conclui Céu Barros.

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