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5 startups portuguesas que estão a inovar na área da SpaceTech

por Marta Amaral | 7 de Abril, 2026

Mais de 60 anos depois de Yuri Gagarin se ter tornado, a 12 de abril de 1961, no primeiro homem a viajar até ao Espaço, o setor transformou-se profundamente.

O que começou como uma disputa geopolítica é hoje uma economia global em rápido crescimento, impulsionada por inovação privada, novos modelos de negócio e avanços tecnológicos. A redução dos custos de lançamento, o crescimento dos pequenos satélites e o papel da inteligência artificial estão a abrir novas oportunidades.

Um dos sinais mais visíveis desta nova fase é o Programa Artemis da NASA, que marca o regresso de missões tripuladas à Lua, mais de 50 anos depois de Neil Armstrong. Esta missão simboliza uma nova corrida espacial, mais distribuída, mais tecnológica e com novos protagonistas.

É neste contexto que Portugal procura afirmar-se. Ainda longe da escala das grandes potências, o país tem vindo a ganhar espaço através de nichos altamente especializados, da exportação de talento e da integração em redes internacionais.

Um dos exemplos é o New Space Portugal, que reúne 41 entidades nacionais com o objetivo de posicionar o país na cadeia de valor global do setor espacial (do desenvolvimento à produção de satélites de observação da Terra).

Mas o dinamismo não se esgota nas iniciativas institucionais. Um conjunto crescente de startups portuguesas estão a afirmar-se num ecossistema global altamente competitivo, explorando áreas como comunicações, análise de dados, inteligência artificial e gestão de tráfego espacial. Escolhemos cinco startups portuguesas de Spacetech:

LusoSpace

Uma das pioneiras do setor em Portugal, a LusoSpace desenvolve soluções em sistemas óticos, comunicações seguras e integração de satélites. Entre os seus projetos destaca-se o PSATum, um pequeno satélite desenvolvido no país.

A empresa está agora focada numa nova ambição: criar uma constelação de satélites para comunicações marítimas baseada no protocolo VDES (VHF Data Exchange System), com o objetivo de viabilizar o chamado “wazedos oceanos”.

Tekever

A Tekever é uma das empresas portuguesas mais internacionalizadas no setor aeroespacial, cruzando drones, inteligência artificial e observação da Terra. Tem vindo a ganhar destaque em missões de segurança e defesa na Europa, consolidando-se como fornecedor tecnológico em contextos críticos.

Connected

Especializada em engenharia de satélites e software embarcado, a Connected foi comprada, no ano passado, pela britânica Open Cosmos. O negócio reforça a integração de talento português nas cadeias de valor internacionais do setor.

Spotlite

Com sede em Coimbra, a Spotlite utiliza dados de satélite e inteligência artificial para monitorizar infraestruturas críticas, como pontes, estradas e redes energéticas. As suas soluções permitem detetar movimentos milimétricos e antecipar falhas, numa lógica de manutenção preditiva.

Neuraspace

Num contexto de crescente “trânsito orbital”, a Neuraspace desenvolve tecnologia para gestão de tráfego espacial. A empresa usa inteligência artificial para prever colisões e otimizar manobras de satélites, ajudando operadores a tomar decisões em tempo real.

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