5 empresas portuguesas mostram como tornar um negócio mais sustentável
por The Next Big Idea | 20 de Julho, 2026
De embalagens inteligentes a duches mais eficientes, cinco empresas portuguesas partilham exemplos práticos de sustentabilidade aplicada ao negócio.
Reduzir o consumo de água num hotel, produzir alimentos sem construir novas fábricas ou usar inteligência artificial para desenhar embalagens mais amigas do ambiente. Estes são alguns dos caminhos seguidos por cinco empresas portuguesas para tornar os seus negócios mais sustentáveis, segundo os testemunhos partilhados pelos próprios fundadores e gestores.
1. Apostar na tecnologia para otimizar materiais
Na DIMERA, Ana Pires e Cátia Guarda desenvolvem o projeto PackWAI, financiado pela Sociedade Ponto Verde, que recorre a inteligência artificial para ajudar produtores de embalagens a otimizar materiais e promover o ecodesign, com foco no setor alimentar. As fundadoras defendem que saltos mais rápidos na sustentabilidade passam por ferramentas como a supercomputação e o estudo de materiais à nanoescala, e não apenas por ensaios laboratoriais tradicionais.
2. Digitalizar operações para reduzir desperdício
Na Air Apps, Filipe Ferreira liga a sustentabilidade à digitalização das operações. A empresa trabalha com equipas distribuídas internacionalmente, apoiadas em ferramentas tecnológicas e processos automatizados que, segundo o cofundador, reduzem ineficiências e aumentam a produtividade. A empresa promove ainda o Air Living, que facilita o acesso a alojamento perto do local de trabalho.
3. Repensar o modelo de produção
Na X Foods, que produz alternativas de origem vegetal ao hambúrguer, ao filete de frango e ao filete de peixe, Edson Macedo aponta o modelo asset-light como uma escolha com benefícios ambientais diretos: em vez de construir uma unidade industrial própria, a empresa produz através de parceiros já instalados, evitando o impacto de uma nova construção. O COO destaca ainda a aposta numa gama focada de produtos como forma de evitar desperdício.
4. Medir o impacto com dados
Na Savearth, João Machado descreve um dispositivo baseado em inteligência artificial, análise acústica e gamificação, criado para ajudar hotéis a reduzir o consumo de água e energia sem comprometer o conforto dos hóspedes. O CEO refere que os projetos já realizados registaram uma redução média de 40% no consumo de água quente por duche, um resultado que considera prova de que a mudança comportamental pode gerar impacto ambiental mensurável.
5. Olhar para a sustentabilidade também do lado social
Na MicroVida, nascida de um concurso de ideias sobre empreendedorismo sustentável, Bruno Correia alarga a definição do conceito ao ESG social, apontando a infoinclusão inversa, ou desassistência digital, como um dos maiores desafios das cidades atuais. O CEO compara o momento atual da tecnologia à expansão da world wide web nos anos 90 e prevê que a inteligência artificial venha a libertar tempo e recursos dentro das organizações.