4 tendências que estão a mudar o mundo do trabalho
por Marta Amaral | 9 de Julho, 2026
O mundo do trabalho continua a atravessar um período de transformação marcado por novas expetativas dos profissionais, modelos de trabalho mais flexíveis e uma crescente atenção ao bem-estar.
Neste contexto, têm surgido novas dinâmicas que refletem a forma como os colaboradores se relacionam com o trabalho e com as organizações.
A Olisipo, empresa portuguesa especializada no setor de recrutamento, outsourcing e formação na área das tecnologias de informação, identifica quatro tendências que estão a marcar o panorama laboral e estratégias a que os líderes podem recorrer para combatê-las.
1 | Burnout
O burnout é caraterizado por um estado de exaustão física, emocional e mental que surge frequentemente associado a elevados níveis de exigência, pressão constante e dificuldade em estabelecer limites entre a vida profissional e pessoal. Para as empresas, a prevenção passa por promover uma cultura que valorize o equilíbrio, o acompanhamento próximo e a gestão sustentável das cargas de trabalho.
2 | Boreout
Este fenómeno resulta da ausência de desafios, oportunidades de aprendizagem ou propósito claro no desempenho de funções. Quando os profissionais sentem que o seu potencial está subaproveitado podem surgir sinais de desmotivação e afastamento progressivo da organização. A criação de percursos de desenvolvimento e a atribuição de novos desafios são algumas das formas de combater esta realidade.
Newsltetter
À procura de novas ideias? Recebe as melhores histórias do mundo da inovação no teu e-mail.
3 | Quiet quitting
O quiet quitting refere-se à decisão de cumprir apenas as responsabilidades previstas, sem assumir tarefas adicionais ou um envolvimento extra com a organização. Esta tendência evidencia a importância de promover ambientes de trabalho onde os colaboradores se sintam valorizados, reconhecidos e alinhados com os objetivos da empresa.
4 | Resenteeism
Uma dinâmica que descreve colaboradores que permanecem na organização apesar de se sentirem insatisfeitos, frustrados ou sem perspetivas de evolução. Esta situação pode afetar o desempenho, o compromisso e o ambiente das equipas, por isso a comunicação transparente e a criação de oportunidades de crescimento assumem um papel fundamental na prevenção deste fenómeno.
“Estas tendências demonstram que a relação entre profissionais e organizações está a evoluir. Hoje, os colaboradores valorizam cada vez mais fatores como bem-estar, reconhecimento, desenvolvimento contínuo e sentido de propósito. Cada profissional tem o seu próprio perfil e, por isso, é fundamental que as lideranças mantenham um acompanhamento próximo, compreendam as suas necessidades e atuem de forma preventiva perante estes fenómenos”, afirma Paula Peixoto, Diretora de People and Culture da Olisipo.