Puxar o autoclismo sem tocar nele. O sonho para quem sofre em centros comerciais
O autoclismo é o maior consumidor de água da nossa casa – uma descarga significa, em média, a perda de 3 litros de água. Contudo, os níveis de gastos podem variar consoante a eficiência do autoclismo – se este tem ou não fugas, se a descarga está limitada ao valor teórico ou até se o autoclismo tem sistemas que permitem que o consumo real seja próximo do teórico. Todos estes factores podem diminuir o consumo excessivo de água. Ainda assim, a OLI Sistemas Sanitários quis ir mais longe.
Com o objetivo de estar sempre “na vanguarda da tecnologia associada à casa de banho”, como conta António Oliveira, presidente do conselho de administração da empresa, a OLI apresentou um modelo de autoclismo económico, com consumo reduzido e com massificação da dupla descarga (que altera os litros que vão para a descarga total e parcial).
Para além dos modelos económicos, a empresa está atualmente a trabalhar no desenvolvimento de um autoclismo que decide sozinho se deve fazer a pequena descarga ou a descarga completa. Assim, evita que as pessoas façam a descarga errada e que se gaste água sem necessidade.
Mais recentemente, a OLI Sistemas Sanitários introduziu a eletrónica no autoclismo, o que permite que não tenhamos de tocar em nada – literalmente. O novo modelo – chamado Hydro Boost – é um autoclismo que funciona por sensores capacitivos (“no touch”), onde não é preciso tocar com a mão no comando; ao invés do convencional, basta aproximar em direção à placa e o autoclismo, consoante o sítio onde está a mão, faz a descarga total ou parcial. Neste modelo, a energia da água da rede aciona uma pequena turbina que produz energia suficiente para ativar o comando e permitir que o autoclismo funcione de forma automática, sem pilhas e sem ligação à corrente.
No fundo, para a OLI Sistemas Sanitários, o busílis da questão está na combinação da eficiência – ao fazer com que os autoclismos gastem o mínimo de água – com a sofisticação – ter comandos e controlo com energia em rede, sem utilizar energia “de fora”.
A Hydro Boost torna-se no produto ideal para os locais públicos – como os supermercados ou centros comerciais. Para além de ser altamente funcional, o modelo exibe a sensibilidade estética presente na sua concepção. A placa do comando do autoclismo é feita em porcelana, a fim de estimular o sentimento de harmonia entre o autoclismo e a casa de banho.
Aliás, para António Oliveira, os autoclismos devem ser encarados como um produto estético e apelativo, que serve para estimular o nosso bem estar. É assim que surge a prioridade da OLI Sistemas Sanitários em produzir autoclismos “mais bonitos, mais baratos, mais eficientes, mais confortáveis e mais silenciosos”.
Para além do Hydro Boost, a empresa portuguesa procurou, nos últimos anos, desenvolver produtos que possam ser facilmente utilizados por pessoas com problemas de mobilidade. “Temos um produto com muito sucesso na Alemanha e nos países nórdicos, onde a altura da sanita se adapta – sobe ou desce – às limitações das pessoas”.
Para além da Alemanha e os países nórdicos, a OLI Sistemas Sanitários já conquistou clientes em Itália, Rússia, Ásia e Austrália. Perante as idiossincrasias de cada país e, consequentemente, de cada mercado, António assegura que existem “soluções para todos os gostos e bolsos, sempre com a preocupação da eficiência, do conforto e da inclusão”.
A empresa portuguesa OLI Sistemas Sanitários é um spin-off da Oliveira Irmãos. Fundada em 1954, a empresa focava-se principalmente na vertente comercial. Apenas em 1980 inicia a atividade industrial, que, nos dias de hoje, corresponde a 80% do volume de negócios.
Sobre a OLI veja também episódio exibido na SIC Notícias.