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Portugal entra na rede de aceleradores da NATO DIANA: startups podem receber até 400 mil euros

por Gabriel Lagoa | 9 de Junho, 2026

Portugal passa a ter acesso direto à rede de inovação em defesa da NATO, através do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra.

Portugal passa a fazer parte da rede de aceleradores da NATO DIANA, o programa de desenvolvimento tecnológico da Aliança Atlântica. A entrada foi confirmada através de uma parceria entre a idD Portugal Defence e o Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, que fica com a gestão do acelerador nacional.

A rede foi criada para identificar e acelerar soluções tecnológicas que respondam a necessidades de segurança e resiliência dos 32 países da NATO. Na prática, as empresas selecionadas podem testar o que desenvolvem em centros de teste e ganham acesso a uma rede com mais de 200 instalações desse tipo.

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Para quem se candidata, estes são os números: 100 mil euros de financiamento inicial, podendo aceder a 300 mil euros adicionais na fase de crescimento. Além do dinheiro, as empresas recebem apoio no desenvolvimento do modelo de negócio e ficam ligadas ao Fundo de Inovação da NATO e a investidores de capital de risco.

Há dois casos que mostram que a tecnologia portuguesa já tem espaço nesta rede. A Neuraspace, que trabalha com inteligência artificial para gerir tráfego espacial, e a Connect Robotics, focada na entrega de encomendas por drones, foram as primeiras startups nacionais a ser selecionadas para a rede de inovadores da DIANA, ambas incubadas no IPN.

O programa cobre áreas como inteligência artificial, autonomia, cibersegurança, novos materiais, ciências biológicas, sistemas de energia e espaço. A próxima edição é a de 2027.