Paris recebe startups com soluções de IA para reinventar o trabalho
por Marta Amaral | 31 de Março, 2026
O ManpowerGroup lançou o VivaTech Startup Challenge 2026, iniciativa que integra o VivaTech e desafia startups a desenvolver soluções de inteligência artificial centradas nas pessoas.
Sob o mote Human First, Digital Always: Redefining the Future of Work, o objetivo é ajudar as organizações a ganhar escala e eficiência, sem perder o foco no talento.
Este desafio surge num contexto de crescente escassez de profissionais qualificados. Em Portugal, 82% das empresas reportam dificuldades em preencher as vagas que lançam para o mercado, sendo que as competências em inteligência artificial estão já entre as mais difíceis de encontrar, segundo o mais recente Talent Shortage Survey do ManpowerGroup.
“A inovação que transforma o trabalho raramente está à vista de todos: é preciso ir à sua procura. Num período de disrupção tão intenso, é nas startups que encontramos o pensamento mais ágil e disruptivo. É por isso que este Challenge é tão relevante: junta a rapidez e engenho das start-ups ao profundo conhecimento que o ManpowerGroup tem, há décadas, sobre aquilo que clientes e candidatos realmente precisam”, explica Valerie Beaulieu-James, Chief Growth & Innovation Officer do ManpowerGroup. “Estamos entusiasmados por colaborar com os criadores – já estabelecidas ou emergentes – que se juntarem a nós para construir um futuro do trabalho ‘human first, digital always’. Esse é o tipo de inovação que temos orgulho em impulsionar”, conclui.
Com base na premissa de que o futuro do trabalho se constrói na colaboração entre humanos e tecnologia, o ManpowerGroup definiu duas áreas prioritárias nas quais as startups podem submeter os seus projetos.
A primeira área foca-se na Agentic AI para o fornecimento de talento em escala. Atualmente, as organizações precisam de preencher vagas rapidamente, mas a entrega de talento continua a depender da disponibilidade de profissionais, de vários fornecedores e de uma coordenação que consome muito tempo. Este challenge levanta a seguinte questão: como é que a Agentic IA pode aumentar a rapidez e a escala, especialmente quando um contrato temporário chega ao fim e a realocação é fundamental? O ManpowerGroup procura soluções em que a IA faz o trabalho pesado e os humanos tomam as decisões que realmente importam.
A segunda área procura soluções que reforcem o papel das competências enquanto nova “moeda” do mercado de trabalho. A IA tem o potencial de transformar as funções em grande escala, e as pessoas precisam de perceber onde as suas competências se enquadram e sentir que são donas das suas carreiras. Este desafio coloca a seguinte questão: como podemos colocar os trabalhadores no comando das suas carreiras à medida que a tecnologia evolui? O ManpowerGroup procura soluções de IA que tornem as competências visíveis, transferíveis e aplicáveis, desenvolvendo competências que acompanhem as pessoas, sem ficarem limitadas a uma função ou a um único empregador.
Os projetos finalistas serão apresentados ao vivo no VivaTech Pitch Studio, em Paris, a 17 de junho. Segundo Riccardo Barberis, Presidente da Região Norte e França da ManpowerGroup, “a tecnologia e a inovação são centrais na forma como o ManpowerGroup cria valor a longo prazo para clientes, candidatos e para a sociedade, com a França a afirmar-se como um pilar do nosso ecossistema de inovação, onde tecnologia avançada, espírito empreendedor e expertise em talento se cruzam. A VivaTech representa esta dinâmica e reforça a nossa convicção de que o futuro do trabalho se constrói na interseção entre o potencial humano e a inteligência digital”.
Para além do desenvolvimento de um projeto-piloto em parceria com o ManpowerGroup para testar soluções em contexto real de mercado, os finalistas poderão ainda estabelecer contacto direto com grandes empresas e decisores internacionais, ganhando visibilidade junto de stakeholders do ManpowerGroup, incluindo Valerie Beaulieu-James, Chief Growth & Innovation Officer do ManpowerGroup.
As candidaturas serão avaliadas com base num conjunto de critérios que refletem o potencial de impacto e maturidade das soluções apresentadas, como o contributo para o futuro do trabalho, nomeadamente propostas que demonstrem como a IA pode transformar o mundo do trabalho de uma forma centrada nas pessoas; a inovação e diferenciação do projeto; o potencial de escalabilidade a nível global; a força da equipa e a capacidade de execução e a tração de mercado já demonstrada.
As candidaturas estão abertas até dia 13 de abril e os finalistas serão anunciados a 4 de maio.
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