O Banco Português de Fomento quer estar “no centro do mundo”, a partir de Lisboa
por Marta Amaral | 31 de Dezembro, 2025
O Banco Português de Fomento (BPF) está a atravessar um momento de profunda transformação e quer que essa mudança seja sentida no terreno.
No mais recente episódio do podcast The Next Big Idea, gravado ao vivo no Web Summit, Luís Guimarães, Chief Commercial Officer do banco, explica porque é que esta foi a edição certa para uma presença reforçada da instituição no maior evento tecnológico do país.
“Não é o ano ser especial da Web Summit, nós é que estamos num ano especial”, resume.
Ao longo da conversa com o Miguel Magalhães, o responsável detalha a nova ambição do banco público: estar mais próximo das empresas, dos ecossistemas de startups, das PMEs e dos grandes projetos estruturantes. Um movimento que se traduz em números (com um volume de negócios cerca de oito vezes superior ao do ano anterior) mas também numa mudança de postura.
“Não é só conversa do ponto de vista de receber o feedback, é de facto as empresas estão a usar os nossos produtos”, sublinha.
Menos burocracia, mais proximidade
Um dos temas centrais do episódio é o esforço de desburocratização dos processos de financiamento, especialmente relevante para empresas de menor dimensão. Luís Guimarães reconhece que não existe “um mundo sem burocracia”, mas garante que o banco tem procurado reduzir passos, duplicações e tempos de resposta.
Processos de candidatura que demoravam dezenas de dias passaram a ficar resolvidos em menos de 10, e foi criado um sistema de pré-aprovação para cerca de 145 mil empresas. A lógica é simples: substituir e-mails por chamadas, papelada por proximidade, e garantir que a dimensão da empresa não é um obstáculo ao acesso ao financiamento.
Um banco público como motor da economia
Outro eixo forte da conversa é o papel do Banco Português de Fomento enquanto agente catalisador da economia portuguesa. Do capital para startups ao apoio às PMEs, passando pelo financiamento de grandes projetos, como o TGV, hospitais, data centers ou a futura AI Gigafactory, o banco procura colmatar falhas de mercado e atrair investimento internacional.
Luís Guimarães defende uma mentalidade pública na responsabilidade, mas privada na execução, focada em resultados, clientes e impacto de longo prazo. Uma missão que, diz, vai além de ciclos políticos e se projeta “para as próximas décadas”.
O episódio termina com uma visão otimista para 2026, marcada por maior estabilidade geopolítica, investimento e transição energética, e com uma reflexão que foge ao discurso tradicional da liderança: “não vai haver líder sem planeta”.
O The Next Big Idea é um podcast onde se fala sobre o que realmente move o futuro dos negócios. Empreendedorismo, inovação, tecnologia, investimento e estratégia em conversas exclusivas com líderes de empresas de referência no panorama nacional e internacional. Podes ouvir todos os episódios no Spotify, na Apple e no Youtube.