Noviq. Nova empresa portuguesa quer preparar organizações para a inteligência artificial
por The Next Big Idea | 29 de Julho, 2026
Noviq quer ajudar organizações a preparar processos críticos antes da adoção de inteligência artificial.
As empresas estão a acelerar o investimento em inteligência artificial, mas muitas continuam sem a base operacional necessária para retirar verdadeiro valor da tecnologia. Processos desatualizados, sistemas pouco integrados e circuitos críticos pouco preparados continuam a ser um dos principais entraves à adoção da inteligência artificial nas organizações. É o que diz a Noviq, uma nova empresa portuguesa AI Native.
Criada para apoiar organizações com operações complexas, a Noviq especializa se na implementação da plataforma ServiceNow, uma solução de gestão e automação de processos empresariais, ajudando empresas a preparar processos críticos para integrar inteligência artificial de forma segura, escalável e sustentável.
Com operações em Portugal e em fase de expansão para os Países Baixos, a empresa considera que o desafio da transformação digital deixou de estar apenas na escolha dos modelos de inteligência artificial e passou a centrar se na qualidade dos processos que suportam a atividade das organizações.
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A Noviq prevê superar os 1,8 milhões de euros de faturação no primeiro ano de atividade, impulsionada pela crescente adoção da inteligência artificial nas grandes organizações. Para reforçar este posicionamento, aposta no desenvolvimento de soluções próprias e aceleradores tecnológicos que reduzem os tempos de implementação e aumentam a eficiência operacional.
“Nos últimos anos, a atenção esteve muito focada na evolução dos modelos de inteligência artificial. Hoje, o verdadeiro desafio está na preparação dos processos. Se os processos críticos não estiverem preparados, a inteligência artificial limita-se a automatizar ineficiências e a amplificar problemas que já existiam”, afirmam Bruno Pires e Luís Franco, fundadores da Noviq.
“Acreditamos que a inteligência artificial vai redesenhar o mercado dos serviços tecnológicos. O valor deixará de estar apenas na capacidade de aumentar equipas e passará cada vez mais pela capacidade de desenvolver ativos tecnológicos, acelerar implementações e transformar processos críticos de forma escalável”, afirma João Prior, da Growset, empresa que investiu na Noviq.
Entre os investidores da Noviq encontra-se ainda Rui Pereira, fundador da Outsystems, a primeira empresa unicórnio em Portugal.