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Estudo da UMinho mostra que a ciência é um motor da produtividade europeia

por Marta Amaral | 7 de Abril, 2026

Tem sido um fator de convergência em regiões periféricas, incluindo Portugal, dizem Natália Barbosa e Ana Paula Faria.

As empresas europeias com ligação à ciência foram as que mais aumentaram a produtividade, conclui um estudo da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho. O trabalho de Natália Barbosa e Ana Paula Faria avaliou 150.712 empresas de 161 regiões europeias entre 2012 e 2017, tendo os resultados sido publicados na revista científica “European Planning Studies”.

“Há diferenças persistentes na produtividade entre empresas e regiões dentro da UE, mas percebemos agora que o conhecimento científico tem sido um fator de convergência em particular nas regiões periféricas do Sul da Europa, incluindo Portugal”, nota Natália Barbosa. Em geral, as empresas que mais produzem e crescem são as que mais beneficiam de conhecimento e inovação externos, frisa Ana Paula Faria.

A pesquisa identificou igualmente que empresas com menos capacidades científicas têm aumentado a sua produtividade seguindo estratégias de inovação imitativa, isto é, as empresas adaptam-se e melhoram tecnologias já existentes. “É uma estratégia viável, porém menos dinâmica”, dizem as autoras, também ligadas ao Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais (NIPE) da UMinho.

O estudo reforça a importância de haver políticas públicas adaptadas a modelos regionais de inovação que aproximem ciência e empresas como eixo central da competitividade europeia. Em concreto, defende que se combine o investimento em I&D com o fortalecimento de competências das empresas e a promoção de ecossistemas locais de cooperação e aprendizagem, tornando a inovação mais eficaz para afirmar a economia na Europa e no mundo.

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