Esta app portuguesa quer ser o Waze do estacionamento
por Marta Amaral | 13 de Agosto, 2026
A ideia para a Dryvo nasceu num daqueles momentos que muitos condutores conhecem bem.
João Brito estava atrasado para um evento, chegou em cima da hora e ainda teve de percorrer várias ruas à procura de estacionamento. Quanto mais procurava, maior era o atraso.
Percebi que talvez não fosse um problema só meu e que provavelmente não havia uma solução dedicada a isto, conta o fundador.
Embora existam várias aplicações de navegação e informação sobre o trânsito, João Brito identificou uma etapa da viagem que continuava por resolver: “Encontrar lugar para estacionar.”
Foi assim que nasceu a Dryvo, uma startup incubada na UPTEC que quer funcionar como uma espécie de Waze para o estacionamento. A aplicação mostra aos condutores a probabilidade de encontrarem um lugar livre numa determinada zona, antes de lá chegarem.
Para produzir estas previsões, a plataforma cruza padrões históricos de ocupação, dados disponibilizados pelos municípios e informação partilhada em tempo real pelos próprios utilizadores.
Quanto mais pessoas usam e reportam, melhor fica a previsão e os dados em tempo real, explica João Brito.
A comunidade ocupa, por isso, um lugar central no funcionamento da aplicação. Os utilizadores podem assinalar lugares disponíveis e atualizar a informação existente. Para reduzir erros ou contribuições mal-intencionadas, a Dryvo combina moderação humana com tecnologia capaz de identificar comportamentos suspeitos.
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“Sem reports reais, não há dados reais”, afirma o fundador. Os utilizadores validados podem confirmar, corrigir ou remover informações, num sistema pensado para preservar a fiabilidade dos dados à medida que a comunidade aumenta.
A Dryvo foi lançada há cerca de duas semanas e já reúne aproximadamente mil utilizadores. A empresa ainda não divulga uma taxa de acerto das previsões, por considerar que o reduzido período de utilização não permite validar esse indicador com rigor.
O Porto foi a primeira cidade escolhida por ser o território que a equipa conhece melhor.
Isso permitiu-nos começar a trabalhar na tecnologia e a construir o mapa com mais precisão desde o início, explica João Brito.
A cobertura foi depois alargada à Maia. Lisboa é o próximo passo. A equipa já está a mapear a capital e prevê lançar aí a aplicação em breve. A médio prazo, o objetivo passa por expandir a cobertura ao resto do país.
Disponível gratuitamente para iOS e Android, a Dryvo entra agora numa fase decisiva: precisa de aumentar a comunidade para recolher mais informação e, assim, melhorar as previsões. Quanto ao modelo de negócio, a startup prefere, para já, não revelar como pretende rentabilizar a aplicação.