Dario Amodei, Sam Altman e Elon Musk querem abrandar a IA, mas será que têm força para isso?
por Gabriel Lagoa | 14 de Setembro, 2026
Três dos homens mais influentes no mundo da inteligência artificial estão alinhados: o ritmo de desenvolvimento da IA tem de abrandar.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou há dias um ensaio em que defende uma travagem no ritmo de evolução da inteligência artificial. No ensaio, Amodei propõe um plano em três etapas. A primeira, à qual a Anthropic se compromete de imediato, passa por dar a avaliadores externos acesso permanente aos sistemas da empresa, para que possam verificar se as regras de segurança estão a ser cumpridas. A segunda etapa exige coordenação a nível da indústria; a terceira, coordenação global.
A posição foi rapidamente apoiada pelos líderes das duas maiores empresas rivais. Sam Altman, da OpenAI, escreveu nas rede social X que concorda com líder da Anthropic e que “este tem sido um dos principais temas das discussões que temos tido na OpenAI nas últimas semanas. Comprometer-nos a garantir que avaliadores independentes tenham acesso semelhante ao dos funcionários é uma excelente ideia e faremos o mesmo.”
Elon Musk, fundador da xAI, hoje integrada na SpaceX sob o nome SpaceXAI e conhecida pelo chatbot Grok, seguiu o mesmo caminho e afirmou que Dario Amodei tem razão. Mas se esta posição conjunta dos três líderes do setor terá força suficiente para travar uma indústria que avança a todo o vapor, ainda está por ver.
Certo é que o contexto em que o ensaio surge não ajudou a acalmar os ânimos. Na semana passada, o alerta de um ex-investigador da Anthropic sobre os riscos da IA fez correr muita tinta e rapidamente foi notícia em vários países.
Jacob Coxon, disse publicamente que saiu da Anthropic porque esta, e a OpenAI, estariam a ignorar os riscos reais da tecnologia. “Estão numa corrida para uma superinteligência auto-aperfeiçoável e a jogar com as nossas vidas”, alertou, citado pelo The Guardian.
Amodei também se referiu a um incidente recente que envolveu agentes de IA da OpenAI que lançaram ataques de cibersegurança em alvos que não lhes tinham sido indicados. “Um enxame com maiores capacidades, mas um nível semelhante de desalinhamento, poderia ter causado danos catastróficos”, concluiu.
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