Como é que os produtos que consumimos chegam até nós?
por Marta Amaral | 2 de Dezembro, 2025
Antes de chegar às nossas casas, aos supermercados ou às oficinas, cada produto percorre um caminho complexo feito de decisões, infraestruturas, tecnologia e pessoas que raramente vemos.
No novo episódio do The Next Big Idea, revelamos o que se passa nos bastidores de duas empresas portuguesas que se tornaram fundamentais para a economia: Auto Delta, referência nacional na distribuição de peças automóveis, e Zolve, gigante ibérico na logística alimentar.
A Auto Delta, prestes a celebrar meio século de história, opera num setor essencial para quem conduz, mas quase invisível para a maioria. Distribui tudo aquilo de que uma oficina precisa de filtros de ar a pastilhas de travão, num mercado que exige rigor técnico, velocidade e adaptação constante.
“Nós temos, muitas vezes, de tornar sexy aquilo que não é sexy. Temos de tornar interessante um filtro de ar ou um filtro de óleo ou uma pastilha de travão. E mostrar ao mercado em geral, não só às oficinas ou aos mecânicos, que são o público alvo do nosso core business, de forma que ele é importante para o funcionamento do seu automóvel”, explica Tiago Domingues, Diretor de Marketing da Auto Delta.
Ao longo do episódio, explica como a empresa enfrentou décadas de evolução tecnológica, apostou cedo na digitalização, incluindo uma das primeiras plataformas B2B para oficinas em Portugal e prepara agora uma nova fase de crescimento sustentado no país.
Já a Zolve opera no extremo mais sensível da cadeia logística: o transporte e armazenamento de produtos alimentares, incluindo mercadorias congeladas que exigem temperaturas de -22ºC.
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O setor é altamente competitivo, exige know-how especializado e investimentos de elevado risco. Mas foi precisamente ao apostar na inovação, na automação e numa estratégia de expansão agressiva que a empresa se transformou num dos maiores operadores ibéricos.
“Nós passámos de uma empresa que tinha duas bases para uma empresa que hoje tem 15 bases próprias e que funciona com uma rede de 36 plataformas a nível ibérico. Uma empresa que faturava 23 milhões e que hoje fatura 120. Uma empresa que tinha cerca de 280 pessoas, hoje tem 700. E não queremos ficar por aqui”, antecipa Vítor Figueiredo, CEO da Zolve.
O crescimento foi acompanhado de uma profissionalização profunda do setor, mas também da necessidade de atrair talento para funções exigentes, muitas vezes em condições extremas.
Neste episódio, olhamos também para os desafios de financiamento, na relação entre empresas e investidores e na capacidade de internacionalização num mercado pequeno como o português. Mostramos como o investimento certo, no momento certo, pode mudar por completo a trajetória de empresas que começaram locais e hoje disputam liderança num mercado de escala europeia.
Descobre mais sobre esta indústria discreta que define o preço, a disponibilidade e, muitas vezes, a qualidade dos produtos com que convivemos todos os dias, no novo episódio disponível aqui.
A Logifrio e a AutoDelta beneficiaram da linha de financiamento “Fomento Portugal Growth”, do Banco Português de Fomento (BPF). O BPF é uma instituição financeira que cria soluções inovadoras para apoiar projetos nacionais e internacionais, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento económico. Através da sua atividade, incentiva a capacidade empreendedora, o investimento, a competitividade e a criação de emprego.
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