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CEOs assumem liderança da IA e empresas duplicam investimento em 2026

por Marta Amaral | 23 de Março, 2026

Num contexto de rápida transformação digital, a Inteligência Artificial (IA) consolida-se como um ativo estratégico, com impacto direto na eficiência operacional, na inovação e na competitividade das empresas.

O relatório “BCG AI RADAR 2026: As AI Investments Surge, CEOs Take the Lead”, da Boston Consulting Group (BCG), revela que as empresas deverão duplicar o investimento em IA este ano, passando de 0,8% para 1,7% da receita anual,

Baseado num inquérito global a 2360 executivos, incluindo 640 CEOs, em 16 mercados e múltiplos setores de atividade, o estudo da BCG revela que as instituições financeiras e as empresas tecnológicas são as que mais investem em IA, alocando, em média, cerca de 2% das suas receitas. Em contrapartida, setores como a indústria e o imobiliário revelam níveis de investimento mais moderados, na ordem dos 0,8%.

“Estamos a assistir a uma mudança estrutural na forma como a gestão de topo encara a Inteligência Artificial. A IA deixou de ser uma iniciativa tecnológica para passar a ser uma prioridade estratégica liderada pelo CEO. Isto acontece porque em muitas indústrias os CEOs reconhecem que o seu sucesso depende de conseguirem integrar esta tecnologia para conseguirem ganhar (ou reter) vantagem competitiva. E para gerar valor há que alinhar a estratégia, ter as capacidades para reinventar processos críticos – incluindo talento interno e externo – e um acompanhamento rigoroso dos resultados”, afirma Eduardo Bicacro, Managing Director & Partner da BCG em Lisboa.

O estudo revela ainda uma mudança clara na liderança digital: 72% dos CEOs afirmam ser os principais responsáveis pelas decisões no que toca a esta tecnologia, o dobro em relação ao ano anterior.

Este é o erro mais comum na adoção da IA nas empresas

Eduardo Mastranza, EMEAI Lead AI, D&A and Cybersecurity Executive Partners da Gartner, e Ricardo Chaves, Chief AI Officer do Banco BPI, partilharam perspetivas sobre o estado atual da adoção da IA nas organizações.

 

Podes ler o artigo completo aqui

82% dos CEOs estão otimistas quanto ao retorno do investimento em IA, e metade admite que a sua permanência no cargo pode depender do sucesso da sua implementação. Globalmente, 90% acreditam que, até 2028, a IA irá redefinir os critérios de sucesso empresarial, transformando cadeias de valor, estruturas organizacionais e fontes de receita.

O estudo identifica três diferentes perfis de liderança: os “pragmáticos”, que investem com risco controlado (70%); os “seguidores”, que avançam com cautela (15%); e os “pioneiros”, que lideram transformações profundas, requalificam rapidamente as equipas e adotam soluções de “Agentic AI” de forma transversal (15%). Empresas lideradas por “CEOs pioneiros” destinam cerca de 60% do orçamento de IA à requalificação das equipas, comparado a apenas 27% nos pragmáticos e 24% nos seguidores.

A confiança varia, no entanto, entre geografias. Na Índia (76%) e na China (73%), cerca de três quartos dos CEOs acreditam em resultados positivos. Já no Reino Unido (44%), Estados Unidos (52%) e Europa (61%), o otimismo é mais moderado, refletindo uma adoção frequentemente impulsionada por pressão competitiva.

O estudo encontra-se disponível na íntegra aqui.

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