Voltar | Sustentabilidade

Catalyxx investe 120 milhões de euros em fábrica de químicos renováveis em Sines

por Marta Amaral | 23 de Julho, 2026

A Catalyxx, empresa norte-americana de tecnologia química fundada em 2017, vai investir cerca de 120 milhões de euros na construção da sua primeira unidade de produção à escala comercial, em Sines.

Com sede no Missouri e uma unidade de demonstração em Sevilha, a empresa desenvolveu uma tecnologia que transforma bioetanol em alternativas renováveis aos químicos produzidos a partir de petróleo.

A futura fábrica vai produzir butanol, hexanol e octanol, substâncias utilizadas em indústrias como a dos cosméticos, tintas, revestimentos, adesivos, plásticos e combustíveis. Por serem quimicamente idênticas às alternativas de origem fóssil, podem ser integradas nos processos existentes sem obrigar as empresas a alterar as suas infraestruturas ou produtos finais.

Segundo a Catalyxx, Sines foi escolhida devido às infraestruturas industriais, ao porto de águas profundas, às ligações logísticas e ao acesso a energia renovável.

O projeto foi reconhecido pelo Governo como Projeto de Interesse Nacional (PIN) e já recebeu as principais aprovações ambientais. A empresa estima que a unidade permita evitar a emissão de aproximadamente 105 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Newsletter

À procura de novas ideias? Recebe as melhores histórias do mundo da inovação no teu e-mail.

A fábrica representa o passo seguinte no processo de industrialização da Catalyxx. A tecnologia foi testada na unidade de demonstração de Sevilha, onde a empresa validou o processo em condições de funcionamento contínuo.

A construção deverá arrancar no último trimestre de 2026. O desenvolvimento conta com o apoio das empresas de engenharia Worley e Quadrante e será financiado através de uma combinação de investimento privado e fundos públicos.

A Catalyxx recebeu recentemente 20 milhões de euros da Circular Bio-based Europe Joint Undertaking, uma parceria apoiada pela União Europeia e dedicada ao desenvolvimento da bioeconomia circular.

“A nossa unidade Catalyxx Ibérica representa mais um avanço importante na missão de substituir químicos de origem fóssil por alternativas renováveis, quimicamente idênticas e totalmente compatíveis com as aplicações industriais existentes”, afirma Joaquín Alarcón, fundador e CEO da Catalyxx.

Para o responsável, o projeto deverá acelerar a redução da dependência de combustíveis fósseis na indústria química e ajudar a posicionar Portugal como um dos líderes europeus em inovação industrial sustentável.