Como o IA Hunter da Cipher usa inteligência artificial para detetar ciberataques em minutos
por Marta Amaral | 8 de Janeiro, 2026
A Cipher, unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur, desenvolveu o IA Hunter.
Uma nova funcionalidade que reforça as capacidades operacionais do serviço de deteção e resposta a ciberameaças, a plataforma xMDR, e que melhora a produtividade das equipas de analistas. Baseada em Inteligência Artificial generativa, tem como objetivo aumentar a capacidade de análise de ameaças digitais, otimizar a colaboração das equipas e ganhar eficiência e competitividade.
Em comunicado, a organização adianta que graças à combinação de algoritmos avançados de IA e automação, a solução oferece suporte aos seus utilizadores, proporcionando um nível superior de assistência. O IA Hunter não se limita à análise isolada de um alerta, já que conta com a capacidade de contextualizar a possível ameaça. A solução consulta os diferentes parâmetros de uma ameaça, revê referências coletivas e correlaciona informações de todo o ecossistema, tanto interno como externo ao cliente, para enriquecer o diagnóstico e proporcionar maior precisão na identificação de ameaças.
O IA Hunter possui ainda como fator diferenciador, a redução drástica do tempo de análise. Enquanto um analista de segurança poderia levar mais de uma hora para elaborar um relatório completo sobre uma possível ameaça, a nova funcionalidade permite gerar esse mesmo relatório numa questão de minutos, o que representa uma redução de mais de 90% no tempo dedicado a tarefas de investigação rotineiras.
Esta otimização de tempos deverá traduzir-se na melhoria de um dos indicadores mais relevantes para a gestão do risco digital: o MTTD (Tempo Médio de Deteção, em inglês). A Cipher estima que a incorporação do AI Hunter permite reduzir o MTTD entre 50% e 75% comparativamente com os modelos MDR tradicionais, graças à diminuição de falsos positivos, à deteção proativa baseada em inteligência artificial e à automatização de processos de grande volume. A redução dos tempos de deteção não só limita a permanência dos atacantes nos sistemas, como também contribui para minimizar o impacto económico dos incidentes, otimizar os recursos do SOC e reforçar a continuidade do negócio das organizações.
Esta inovação na solução também destaca a otimização operacional do SOC, o Centro de Operações de Segurança. Graças ao IA Hunter, os analistas podem concentrar-se nas causas principais e nas ações estratégicas, enquanto a plataforma sugere recomendações de segurança digital e medidas preventivas para o utilizador, fortalecendo a postura de cibersegurança dos clientes.
“Num ambiente em que os ciberataques evoluem em sofisticação e frequência, o IA Hunter representa um salto qualitativo na capacidade que oferecemos aos nossos clientes: mais amplitude, mais agilidade e mais precisão na deteção de ameaças. Com isso, ajudamos a manter os nossos utilizadores um passo à frente dos cibercriminosos”, afirma Luís Martins, Diretor-Geral da Cipher Portugal.
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